Carência de segurança e saneamento básico | Deputado Federal Dr João | PR-RJ

Carência de segurança e saneamento básico

Duas notícias divulgadas essa semana na grande imprensa sobre São João de Meriti, na Baixada Fluminense, preocupam. A cidade está entre os dez municípios com pior saneamento básico do país e registra os piores índices de roubos e assaltos no estado do Rio de Janeiro.

No último domingo (26/4), o Jornal Extra publicou uma matéria que mostra as delegacias do Rio que registraram o maior número de roubos a pedestres, em março deste ano, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Nessas delegacias, foi feita uma pesquisa sobre as ruas com maior incidência desse tipo de crime. As distritais de São João de Meriti e Duque de Caxias estão em primeiro e segundo lugares na lista das delegacias com maior número de registros. Nas duas, foram feitas 462 ocorrências de roubo a pedestre apenas no mês passado. Deste total, 257 registros foram realizados na 64ª DP, em São João de Meriti.

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Entre as 10 ruas com mais registros de assaltos, duas estão em São João de Meriti: a Rodovia Presidente Dutra e Av Automóvel Clube. Muitos moradores reclamam que estão com medo de sair nas ruas, principalmente à noite.

E se cresce a violência, por outro lado, pioram as condições de saúde e o acesso da população aos serviços básicos, como água e esgoto. O Instituto Trata Brasil fez um ranking do saneamento com as 100 maiores cidades do Brasil, nas quais vivem em torno de 80 milhões de pessoas, ou 40% dos brasileiros. A ONG levou em conta critérios como porcentagem das moradias com coleta de esgoto, com água tratada e investimentos feitos em saneamento.

São João de Meriti foi considerada a cidade com pior saneamento básico do Rio de Janeiro e também se classificou entre as dez piores de todo o país. As fotos mostram o esgoto a céu aberto em diferentes locais do município.

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As 10 melhores:

Franca (SP), Maringá (PR), Limeira (SP), Londrina (PR), Curitiba (PR), Niterói (RJ), Santos (SP), Ponta Grossa (PR), Uberlândia (MG) e Taubaté (SP).

As dez piores:

Porto Velho (RO), Santarém (PA), Ananindeua (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Macapá, Várzea Grande (MT), Gravataí (RS), Belém, Manaus e São João de Meriti(RJ).

Brasil longe das metas

Se permanecer o atual ritmo, o Brasil não deve cumprir, no tempo previsto, as metas de universalização do saneamento básico, previstas pelo governo federal para serem concluídas até 2033, de acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico – revelou o estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado no dia 28 de abril. E que nesta quinta-feira (30/4) foi destaque no RJTV, da Rede Globo.

Assista o vídeo da matéria clicando aqui!

Apenas 39% da população tinham esgoto tratado – evolução de 0,3% em comparação ao ano anterior. Em relação à água tratada, 82,5% da população têm acesso a ela, mas 35 milhões de brasileiros ainda não dispõem desse serviço.

Os investimentos em saneamento no país, em 2013, foram da ordem de R$ 10,47 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões destinados às 100 cidades analisadas. De acordo com pesquisadores da ONG, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 15 bilhões por ano, durante duas décadas, para se atingir a universalização.

RANKING DO SANEAMENTO – Relatório CompletoTabela das 100 Cidades

 

Fontes para a matéria: Jornal Extra, Instituto Trata Brasil e Rede Globo – Bom Dia Rio

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